domingo, 19 de agosto de 2012

Artigo 1

Como seria bom!
por João Airton
Hoje é dia 27 de julho de 2012... ano de eleição... Ah, estamos há 75 dias da eleição.
Ontem “sonhei” que os candidatos vão aproveitar todo esse tempo de forma muito edificante e transformadora...
Ø esclarecendo a população das suas reais intenções, projetos e ações sociais;
Ø realizando reuniões nos diversos bairros ouvindo as comunidades e, por que não, críticas;
Ø indo ao nível dos detalhes sobre como resolverão os diversos problemas, e não são poucos, que sofre a população.
Infelizmente – não quero ser pessimista, mas a história já mostrou – foi apenas um sonho, um devaneio, uma fantasia que me ocorreu, um sopro de luz colorida na minha mente, durante a escuridão do sono profundo. Talvez por que, ontem, minha filha tenha dormido em meus braços, com aquele rosto, angelical e inocente, próprio das crianças amparadas e bem protegidas.
Não sou Sigmund Freud, pai da psicanálise e grande estudioso dos sonhos, mas vejo o sonho de ontem como o reflexo daquele momento sublime e isso, depois de um dia cansativo e estressante, fez-me dormir e ter a tranquilidade para sonhar.
Na minha opinião, todo sonho bom  é reflexo de tudo aquilo que desejamos para nós mesmos, para nossa família, nossos amigos e, por que não dizer para “todas as pessoas à nossa volta”.
Assim, a nossa felicidade só é possível se todos os atores citados - nossa família, nossos amigos e “todas as pessoas à nossa volta” também forem felizes.
É aí que está a grande importância dos políticos mudarem suas práticas. Antes de comprar o voto - isso é comum no Brasil todo - se reunir com as pessoas, ouvir mais do que falar, sair do pedestal ilusório da superioridade de classe ou financeira e, realmente, conhecer profundamente a realidade e os problemas que afetam a vida das pessoas. Só tem boas propostas que conhece os problemas.
As boas Políticas Públicas são aquelas que melhoram a vida da coletividade, pois quando melhoramos a vida de todos estamos melhorando a vida de “todas as pessoas no entorno de todos” e isso vira um círculo virtuoso de satisfação. A família passa a se preocupar mais com o filho na escola, os vizinhos se ajudam e, assim, as pessoas se orgulham de pertencer ao bairro, ao povoado, à cidade, ou seja, sentimento de “pertencimento”.
O político, especificamente, de Paraibano precisa abandonar o discurso tipo “vou melhorar a Educação”, “vou melhorar a Saúde”, só para ficar nestas duas áreas essenciais para a qualidade de vida atual e futura da população. São frases amplas, genéricas que não dizem nada. São vagas promessas sem o detalhamento de como vão conseguir isso.
Será que é com medo de se comprometer com os mínimos detalhes que os verdadeiros e brilhantes projetos exigem?
Como seria bom!
Este texto tem a única finalidade de enriquecer o debate e fazer pensar, pensar, pensar e pensar.
João Airton Santos Porto