Artigo 1
Como seria bom!
Como seria bom!
por João Airton
Hoje é dia 27 de julho de 2012... ano de eleição... Ah, estamos há 75
dias da eleição.
Ontem “sonhei” que os candidatos vão aproveitar todo esse tempo de
forma muito edificante e transformadora...
Ø
esclarecendo a população das suas reais
intenções, projetos e ações sociais;
Ø
realizando reuniões nos diversos bairros ouvindo
as comunidades e, por que não, críticas;
Ø
indo ao nível dos detalhes sobre como resolverão
os diversos problemas, e não são poucos, que sofre a população.
Infelizmente – não quero ser pessimista, mas a história já mostrou –
foi apenas um sonho, um devaneio, uma fantasia que me ocorreu, um sopro de luz
colorida na minha mente, durante a escuridão do sono profundo. Talvez por que,
ontem, minha filha tenha dormido em meus braços, com aquele rosto, angelical e
inocente, próprio das crianças amparadas e bem protegidas.
Não sou Sigmund Freud,
pai da psicanálise e grande estudioso dos sonhos, mas vejo o sonho de ontem
como o reflexo daquele momento sublime e isso, depois de um dia cansativo e
estressante, fez-me dormir e ter a tranquilidade para sonhar.
Na minha opinião, todo sonho
bom é reflexo de tudo aquilo que
desejamos para nós mesmos, para nossa família, nossos amigos e, por que não
dizer para “todas as pessoas à nossa volta”.
Assim, a nossa felicidade só é possível se todos os atores citados - nossa família, nossos amigos e “todas as
pessoas à nossa volta” também forem felizes.
É aí que está a grande
importância dos políticos mudarem suas práticas. Antes de comprar o voto - isso
é comum no Brasil todo - se reunir com as pessoas, ouvir mais do que falar,
sair do pedestal ilusório da superioridade de classe ou financeira e,
realmente, conhecer profundamente a realidade e os problemas que afetam a vida
das pessoas. Só tem boas propostas que conhece os problemas.
As boas Políticas Públicas são
aquelas que melhoram a vida da coletividade, pois quando melhoramos a vida de
todos estamos melhorando a vida de “todas as pessoas no entorno de todos” e
isso vira um círculo virtuoso de satisfação. A família passa a se preocupar
mais com o filho na escola, os vizinhos se ajudam e, assim, as pessoas se
orgulham de pertencer ao bairro, ao povoado, à cidade, ou seja, sentimento de
“pertencimento”.
O político, especificamente, de
Paraibano precisa abandonar o discurso tipo “vou melhorar a Educação”, “vou
melhorar a Saúde”, só para ficar nestas duas áreas essenciais para a qualidade
de vida atual e futura da população. São frases amplas, genéricas que não dizem
nada. São vagas promessas sem o detalhamento de como vão conseguir isso.
Será que é com medo de se
comprometer com os mínimos detalhes que os verdadeiros e brilhantes projetos
exigem?
Como seria bom!
Este texto tem a única
finalidade de enriquecer o debate e fazer pensar, pensar, pensar e pensar.
João Airton Santos Porto